Acervo vivo de animais simbólicos: quando o patrimônio cultural intangível encontra-se em exibição

O conceito de patrimônio, bem como o de cultura, ampliou-se consideravelmente com o tempo, tornando-se muito mais abrangente e, deste modo, suscitando novas questões no que tange à sua preservação e entendimento. Atualmente, o termo patrimônio cultural ultrapassa, e muito, o seu sentido original de bem exclusivamente material, possuindo ainda um substrato coletivo e intocável. Trata-se do chamado patrimônio cultural imaterial ou intangível, que incluem as tradições orais, os costumes, as artes e todas as habilidades especiais relacionadas com os aspectos materiais da cultura, como as ferramentas e os lugares onde estas atividades tomam curso – suportes da tradição. Na esteira desta ampliação, o papel e o funcionamento dos museus contemporâneos sofreram modificações. Conceitos como museu-vivo e museu-processo entram em cena. Nesse artigo pretendemos caracterizar estas novas concepções de patrimônio cultural e de museologia, seus conflitos de valores e potencialidades, ilustrando o tema com uma análise crítica do Salão do Encontro (Betim/MG), museu do saber-fazer artesanal mineiro e primeiro bem cultural oficialmente registrado como Patrimônio Imaterial de um município no Estado. Aqui, o termo “acervo vivo”, comumente utilizado em museus biológicos, vai referir-se à exposição dinâmica do modus vivendis desses fascinantes animais simbólicos que somos nós.

VEIGA, Ana Cecília Rocha. Acervo vivo de animais simbólicos: quando o patrimônio cultural intangível encontra-se em exibição. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL MUSEOGRAFIA E ARQUITETURA DE MUSEUS, 2005, Rio de Janeiro. Anais… Rio de Janeiro: UFRJ, 2005.

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